Link patrocinado

BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Aviso à Praça (ou Matter and Motion)

Atenção! Achtung! Stój!

Este blog está em processo de mudança. Achei um template bem enxuto no WordPress e estou pegando o jeito para mexer no blog por lá. O novo endereço é www.tiredblood.wordpress.com, mas a proposta de linha editorial continua a mesma!

Sábado, Outubro 03, 2009

Pelican - What We All Come to Need (2009)


Saio do pequeno ostracismo com uma breve resenha do último lançamento (previsto para 27 de outubro) do último álbum da banda instrumental Pelican, formada em Chicago radicada em L.A. Os caras mandam muito bem num estilo não muito óbvio de definir, nasceram do que se costuma chamar de post-rock num celeiro de bandas novas que misturam elementos agressivos com passagens bem tranqüilas, mas a banda também agrega alguns elementos do que se costuma chamar de sludge metal, com seu característico som arrastado, distorcido e com afinação baixa e que agrada bastante aos fãs de doom metal.

No What We All Come to Need, os post-rockers se diferenciaram de seus trabalhos anteriores e sua sonoridade mais simples e crua com diversas passagens sem distorção e uma cadência menos brutal. Não significa que perderam a identidade, pelo contrário, o que se deixou de fazer em termos de peso foi convertido de forma muito eficiente em melodia, sendo um álbum que prende constantemente a atenção do ouvinte.

A música Glimmer, por exemplo, é extremamente densa e uniforme. Já a Ephemeral conta com a característica "cavalgada" que reitera: "Sim, é Pelican!". Specks of Light e a faixa título são as mais bem elaboradas do álbum.

A grande surpresa fica por conta da Final Breath, carregada de melancolia e com algumas partes cantadas, coisa que eles não costumam fazer. O guitarrista Trevor de Braw afirma que a banda simplesmente não saberia encaixar linhas vocais que soassem bem com as músicas.

What We All Come to Need é mais um excelente álbum de uma banda extremamente competente e tem grandes chances não só de ser bem aceito pelos fãs, mas também
de atrair o interesse de novos ouvintes.

Ficha Técnica
  1. "Glimmer" - 7:31
  2. "The Creeper" - 7:20
  3. "Ephemeral" - 5:09
  4. "Specks of Light" - 7:46
  5. "Strung Up from the Sky" – 5:12
  6. "An Inch Above Sand" – 4:14
  7. "What We All Come To Need" - 6:47
  8. "Final Breath" - 7:29

Músicos

Pelican

  • Trevor de Brauw – guitar
  • Bryan Herweg – bass
  • Larry Herweg – drums
  • Laurent Schroeder-Lebec – guitar

Convidados


Sábado, Agosto 22, 2009

Ensaio Distópico

Saudações!

Vergonhoso manter um blog e ficar uns três meses sem atualizar, são sempre as desculpas de falta de tempo, muito trabalho, sono, atividades paralelas - no meu caso, alguns ensaios que ainda não me deram uma banda nova.

Este texto surgiu depois de uma idéia bem sucinta que tive num almoço qualquer há algumas semanas: E se nossos pensamentos fossem obrigatoriamente públicos?
Na época, o grande amigo Marcelo "Pato" Molinari falava de seu interesse por livros de história alternativa e até me indicou alguns, que pretendo comentar por aqui assim que os ler. Aproveitei um tempinho no ônibus parado no trânsito caótico de São Paulo e desenvolvi um pouco a idéia:

Os códigos de conduta como são conhecidos jamais poderiam ser postos em prática caso os pensamentos individuais se tornassem públicos. A dinâmica das relações sociais é regida pelo contraponto existente entre o que pode ser considerado ideal e o que é, de fato, real. Grande parte das decisões são tomadas com base em conhecimentos prévios das ações envolvidas e também são considerados certos preconceitos inerentes à percepção.

Assumindo que seja impossível controlar plenamente quais impressões determinado fato causa ,o fluxo de idéias geradas e opiniões formadas inconscientemente, todas as relações humanas tenderiam a entrar em colapso, já que a afinidade mútua entre as partes é estabelecido através de impressões e características transmitidas premeditadamente.

Num exercício breve deste cenário, poderia haver demissões em massa
, muitas dificuldades na abertura e fechamento de contratos e de negócios, bem como o poder judiciário seria consideravelmente desgastado: todo e qualquer blefe seria prontamente desmascarado.

Poderia se pensar numa total abertura democrática, o pleno acesso à informação. Entretanto, a livre omissão de opiniões sem controle do emissor levaria à necessidade da adoção de medidas altamente totalitárias e represálias de forma a inibir compulsoriamente as correntes de pensamento conflitantes com o sistema em vigor, seja ele qual for.

É evidente que não se dispõe de meios para expor total e descaradamente a individualidade sem prévio consentimento de cada indivíduo, tampouco perspectivas de que meios para tal surjam num futuro próximo. É um alívio saber que, pelo menos das idéias, ainda se tem controle total.

Sábado, Maio 30, 2009

Irish Uncream

Essa semana, depois da patroa muito comentar junto com minha sogra, fui conhecer a tal cafeteria no bairro dela supostamente melhor do que a Vanilla, a Grão Espresso. Realmente, o lugar é bem aconchegante e tem um mezanino - não subimos por acharmos que ainda não estava funcionando, já que na casa funcionava uma outra cafeteria chamada Cafeeira.

Tem muitas opções interessantes no cardápio, mas a variedade do Vanilla ainda é maior. Optei por um capuccino com irish cream (já que é uma das minhas bebidas favoritas) e a patroa pegou um milk shake de creme, muito bom por sinal... só que o raio do capuccino que não foi barato veio com gosto de... capuccino! Per se, não era ruim, mas eu esperava sinceramente uma bebida mais encorpada e... convenhamos: com gosto de creme irlandês! Me arrependi de não ter reclamado na hora mas.na próxima vez, eu peço pra ver a bebida sendo colocada e aproveito para experimentar o capuccino com paçoca!

Sábado, Abril 11, 2009

Contribuição do Inferno!

Senhores!

Gostaria de expressar aqui minha indignação em relação a um fato ocorrido na semana passada: a visita do chefe da quadrilha, digo, do presidente do sindicato lá no trabalho. Quem me conhece sabe que eu tenhoaversão a sindicalistas desde a época do colégio - inclusive já postei aqui algo sobre isso.

Pois bem, o motivo da visita do mandante do sindicato foi que muita gente optou por nãopagar a contribuição confederativa da classe, direito esse assegurado por lei. Não tenho os detalhes da legislação aqui, mas a quem se interessar, manifeste-se que eu envio o texto completo.

Várias coisas me desagradaram.

Primeiro, o jeito daquele pessoal é muito característico de gente malandra. Além disso, houve quem disse que conhecia esse povo de longa data e, de fato, não são nada confiáveis.

Segundo, o cara começou o discurso fazendo uso do vocativo companheiros. Conhecem alguém da mesma origem social que também utilizava tal verbete? O cargo que ele ocupa é inversamente proporcional ao seu caráter.

O tal chefe do bando disse conhecer a empresa desde que a mesma ainda ficava em São Paulo, mas em nenhuma vez ele disse o nome - nada complexo - corretamente.

Mencionou ser um sindicato atuante, que há 18 anos nunca perdeu uma causa, que batalha e o diabo a quatro. Exemplificou com o provável desfecho contra uma outra empresa da região: se for dado ganho de causa, a empresa quebrará. Boa, campeão! Garante o direito dos trabalhadores e lhes tira o emprego!

Mas o que deixa mais irritado neste caso é que as última reivindicações que foram atendidas foram iniciativas da própria empresa e o sindicato alega que eles foram os responsáveis.

Para mim, são um bando de vagabundos sem costume que querem dinheiro fácil. Trabalhar, que é bom, ninguém quer!

Pode ser um valor irrisóri, mas farei de tudo para esses salafrários não pegarem minha suada grana. É questão de honra!

Segunda-feira, Março 30, 2009

Roots Collection

Como proposto pelo Fabio nesta postagem, a idéia é criar coletâneas de até doze músicas sem repetir artistas e totalizando um tempo de até 80 minutos (duração máxima de um CD de áudio convencional). Inicialmente, eu sugeri uma coletânea somente com músicas cantadas em idiomas não muito comuns nas músicas mais famosas, mas, como eu sei que a coisa tomaria proporções bem maiores, resolvi dividir o compilado multicultural em mais de uma parte e a primeira será dedicada às origens!

Alguns comentários pertinentes: não sou descendente de lituanos nem de poloneses, mas minha avó nasceu na Polônia e o lugar onde ela morou passou a fazer parte da Lituânia tempos depois. Outro fato é que também sou descendente de índios, mas não se tem a menor idéia de qual etnia. Também não lembrava de nenhum grupo específico que cantasse em qualquer língua indígena... até que resolvi procurar no álbum Roots, do Sepultura, já que lembrava vagamente que eles tinham gravado alguma coisa com os índios. Eis que encontro a música Itsári, que conta com a participação de índios xavantes do Mato Grosso do Sul.
Segundo a Wikipédia,
"O disco contém ainda duas músicas gravadas conjuntamente com os índios Xavantes, no Mato Grosso (Jasco e Itsari). A música "Itsári" foi gravada na Aldeia Pimentel Barbosa no ano de 1995, às margens do Rio das Mortes no estado de Mato Grosso. Já o restante do álbum foram feitas em Malibu no estúdio Índigo Ranch, dotado de instrumentos de idade avançada, e fazendo da gravação a mais crua o possível."
Além disso, resolvi incluir a versão de Senhores da Guerra do Moonspell (a original é do Madredeus) por serem ambos os grupos portugueses em vez de colocar outra banda brasileira.

Da parte Líbia, outra incógnita... dando uma procurada por aí, acabei achando um estilo de música chamado malouf (¬¬') que parece ser tradicional da Líbia, fortemente influenciado pelos árabes da Espanha andaluz.

Quanto à música do Rammstein que postei, algumas frases são cantadas em russo, o que justifica per se a escolha da música Moskau.

Para fechar a coletânea, resolvi incluir o clássico do Heavy Metal brasileiro: Salém (A Cidade das Bruxas), do Harppia.

Como me tomaria um tempo considerável o ato de disponibilizar a coletânea para baixar, resolvi apenas linkar os vídeos noYouTube. Apenas a Itsári será disponibilizada para individualmente, assim que o Fabio me liberar o downloadlink.

Enfim, a Roots Collection!

01. Sepultura- Itsári
02. Madredeus - Senhores da Guerra (Moonspell version)
03. Lacuna Coil - Senzafine
04. Obtest -
Iš kartos į kartą
05. Сьцяна - Калыханка
06. Кипелов - Не сейчас
07. Rammstein - Moskau
08. Noir Désir - Un Jour en France
09. Artrosis - Pośród Kwiatów i Cieni
10. Mägo de Öz - La Rosa de Los Vientos
11. Hasan Arabi- Ya Gazalan
12. Harppia - Salém (A Cidade das Bruxas)

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

Don't Mourn

Já faz um tempo desde a última postagem e não é por falta de assunto. A cada dia tenho idéias mirabolantes de coisas para escrever aqui, mas acabo considerando um pouco ao longo do dia e percebo que a maioria soaria apenas como um desabafo pretensioso.

A postagem de hoje é uma delas, mas será publicada pois nela abordarei um tema que (espero) tornar-se-á recorrente por aqui, principalmente depois de ler este blog muito interessante sobre a vida de um commuter, com o qual me identifico por fazer uma migração pendular todos os dias da semana.

Hoje foi um dia muito mais atribulado do que o normal. Primeiro porque saí de casa uns minutos a mais do que o normal e quase perco o ônibus: o horário dele é 6h21e eu cheguei quase 6h30 - só na segunda que ele atrasa, nos outros dias ele mantém uma certa regularidade nos horários. Pois bem, nesta quinta ele atrasou um pouco e consegui pegar o ônibus de sempre. O ruim de sair de casa tarde de manhã é que, a cada 5 minutos, o trânsito e a lotação aumentam exponencialmente!

No trabalho, logo de manhã começou um treinamento que duraria o dia todo e isso já acaba desgastando um pouco. Além disso, a presença de uma equipe de uma outra empresa, que estava fazendo uma auditoria em relação a um produto em desenvolvimento, fez com que eu fosse chamado no meio do treinamento para rastrear documentação técnica (em suma, corri atrás de ficha de processo, laudo, resultado de testes e outras coisinhas). Nem deu para almoçar direito.

A vantagem de dias assim é que não dá tempo de enjoar nem de cansar, passa tudo muito rápido e é bom sair um pouco da rotina.

Foi um dia gratificante e o que estragou, mesmo, foi a presença de dois caras do sindicato falando sobre uma contribuição confederativa que passariam a cobrar. Quem me conhece sabe que sindicalista, para mim, é estereótipo de uma das piores classes de vagabundos que existem. Tudo para eles é assembléia. Não vou entrar no mérito de discutir a causa sindical nesta postagem, mas o vídeo a seguir já elucida muita coisa:



Até onde sei, a tal contribuição foi votada em assembléia, mas não é obrigatória e sua obrigatoriedade é inconstitucional. Acontece que, quem não concorda, deve dirigir-se pessoalmente ao sindicato e requerer o reembolso. Sacaram?

Assim, os dois representantes tomaram um bom tempo depois do expediente apresentando essa tal contribuição e a van (que leva da empresa até a rodovia onde tomo o Cometa) atrasou para esperar o pessoal.

Quando chega o ônibus, que está vazio, é sinal de sossego? NÃO! O ar-condicionado não estava funcionando. E estava quente. Mesmo depois de anoitecer. Felizmente o equipamento voltou a funcionar e a viagem prosseguiu tranqüila até São Paulo. É um horário bom o das 18h41, pois já não pega trânsito algum na chegada à capital.

Ainda quero escrever sobre os motoristas analfabetos... convenhamos que minha letra até que é legível e temos que marcar na passagem o dia e hora da viagem. Tem motorista que pega meu papel e vira d epnta cabeça, leva um tempo até perceber o que está escrito. E olha que é pouca informação!

Postado ao som de Just Another Death, da banda de black metal KVNTVUR, oriunda do Lazio (Itália).